Wagner Cassimiro
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Aprendizagem adaptativa

Dado que as pessoas não aprendem da mesma forma, como deixar a aprendizagem mais personalizada? Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Hoje, aprendizagem adaptativa é quase um sinônimo de plataforma adaptativa. Isso porque a tecnologia exerce um papel fundamental, proporcionando o funcionamento da inteligência artificial do sistema.

Já é comprovada que a aprendizagem linear, impositiva, restrita e massificada não traz resultados. Em essência, na plataforma adaptativa a pessoa tem sua aprendizagem individualizada por meio de algoritmos que compreendem suas preferências de aprendizagem, sua bagagem de conhecimento e seus pontos fortes e fracos. Com isso, o sistema vai conhecendo o aprendiz e recomendando conteúdos e atividades mais alinhadas com o seu perfil e suas escolhas, que também levam em consideração as trajetórias de pessoas próximas ao seu perfil que tiveram melhor desempenho. Como consequência, temos a melhoria dos resultados de aprendizagem, a redução de tempo no processo educacional e o aprimoramento da experiência de aprendizagem como um todo.

Na prática, temos avaliações que vão levantando dados sobre o aprendiz. A cada acerto e a cada erro, o sistema vai adaptando o plano de aprendizagem, assim o aprendiz poderá eliminar conteúdos já dominados e realizar mais exercícios de tópicos em que possui mais necessidade. Em ambos os casos a realização se dará em formatos em que o aprendiz poderá se sair melhor.

O aprendiz possui feedback imediato e acesso ao seu desempenho, inclusive comparado com suas metas traçadas. Isso proporciona estímulo e dedicação do participante, pois este tem a visão de seu atual status e a distância que ainda precisa percorrer.

Do ponto de vista do suporte, outras pessoas podem ter acesso aos desempenhos individuais e agrupados dos aprendizes, permitindo ajudas reais. Assim, pais podem ajudar seus filhos em tópicos específicos, bem como uma instituição de ensino pode promover tutoria ativa para aqueles que estão demonstrando mais dificuldade em determinados assuntos.

Além disso, a análise conjunta dos dados poderá proporcionar ricas informações sobre sua população e também contribuir para o aprimoramento contínuo dos próprios objetos educacionais disponíveis.

Na educação formal, já temos alguns casos de sucesso de aprendizagem adaptativa. No Brasil, as plataformas mais populares são voltadas aos cursos preparatórios, como o ENEN. Entretanto, no geral, sua promessa é muito audaciosa. Já que tende a democratizar o desempenho educacional, eliminado fronteiras regionais e das próprias instituições de ensino. Desta forma, o aprendiz mais dedicado obterá êxito independente de sua classe social, cidade e escola.

Na educação corporativa, a próxima geração de LMS já trará esta funcionalidade. Contudo, a contribuição tecnológica trazida pelos fornecedores só terá sucesso se as organizações conseguirem transformar sua lógica de pensar e produzir conteúdo. Os objetos educacionais digitais serão desenhados dentro de uma lógica de microlearning, com relação hierárquica e em rede entre os conteúdos e com avaliações relacionadas. Embora os algoritmos sejam planejados, eles deverão ser capazes de aprender e se otimizar automaticamente.

Por fim, embora a tecnologia disponível seja rica para trabalhar conceitos e competências técnicas, ela também apresenta limites, sobretudo para o desenvolvimento de competências sociais e comportamentais. No mais, sinergias setoriais deverão ser estimuladas para haver viabilidade econômica e atenção devida.

Este é apenas o início da revolução na educação.

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