Wagner Cassimiro
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Evolução do LMS

Hoje as plataformas LMS são imprescindíveis para a gestão da aprendizagem, mas você sabe como foi a evolução dessas ferramentas. Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

As plataformas de gestão da aprendizagem, conhecidas como LMS (Learning Management System) evoluíram bastante desde seu surgimento no final dos anos 90. Veremos quais foram seus principais estágios de evolução e descreveremos brevemente o que está acontecendo e o que está por vir.

Os créditos originais do modelo que apresentaremos pertencem a Bersin by Deloitte, aqui fizemos pequenas adaptações para facilitar o entendimento.

O primeiro estágio é denominado E-learning e marca a primeira geração de LMS. Naquela época o LMS era um grande repositório, sinônimo de catálogo de cursos online, como se fosse uma universidade virtual. A filosofia da época era que o design instrucional adaptasse o conteúdo ao novo formato e os usuários enxergavam tudo isso como sendo opções de autoestudo e de aprendizagem online, sobretudo assíncrona. Assim, o LMS era visto apenas como uma plataforma de e-learning.

No segundo estágio, as principais empresas provedoras destas ferramentas buscaram novas oportunidades para atender a demanda da área de Recursos Humanos das organizações clientes. Assim, expandiram o conceito do LMS como ferramenta de gestão do e-learning para uma plataforma de Gestão de Talentos que oferecesse a integração com subsistemas de avaliação de desempenho e de carreira.

Os conteúdos que estavam desagregados passaram a ser organizados em trilhas de aprendizagem para facilitar o processo de onboarding, a formação funcional e o desenvolvimento contínuo em diversas competências, passando a serem vistas pelos usuários como formas de cumprirem seus PDI e direcionar seu desenvolvimento profissional. Também, novas funcionalidades, como por exemplo as comunidades, permitiram a expansão do conteúdo para uma lógica de aprendizagem mais híbrida e social.

No terceiro estágio, o da Aprendizagem Contínua, a evolução tecnológica e sua respectiva popularização, bem como as novas abordagens na aprendizagem no ambiente de trabalho trouxeram novas características às ferramentas, obviamente sem perder as características anteriores que tiveram sua própria modernização.

O aumento da velocidade da internet, das redes internas e da conexão dos celulares possibilitaram que os objetos educacionais baseados em e-learning cedessem espaço aos vídeos. Além disso, o computador deixou de ser o único meio de acesso e os LMS passaram a contar com Apps e versões mobile para serem acessados por smartphones. Por fim, a autoria do conteúdo passou a ser compartilhada e qualquer pessoa passou a poder colaborar, assim a curadoria se torna cada vez mais importante.

O modelo 70:20:10 traz uma nova lógica de design de aprendizagem, do “aprender para fazer” para o “aprender fazendo” e “aprender com os outros”, assim a necessidade dos colaboradores em contar com mais recursos de suporte ao desempenho, tornando a aprendizagem sob demanda e embutida no próprio processo de trabalho. Neste estágio, temos o LMS visto como uma plataforma de experiências e que contribui para a transferência da aprendizagem para a prática.

No quarto estágio, a Aprendizagem Digital, vivenciamos a transformação desta ferramenta e a ruptura de suas fronteiras. Em outras palavras, o ambiente único e logado deixa de ser exclusivo e passa a permitir realmente que a aprendizagem seja para qualquer um, a qualquer hora e a qualquer lugar, com cursos em todos os ambientes, de diversas fontes e na dosagem ideal, sobretudo em formato microlearning.

O padrão SCORM cede espaço ao Experience API (xAPI), também conhecido como TinCan, e o monitoramento da aprendizagem passa a ser em qualquer formato e em qualquer sistema, assim o LMS adquire como aliado o LRS, Learning Record Store, um sistema que coleta e armazena dados das diversas experiências de aprendizagem. E para desenhar estas experiências de aprendizagem, o design thinking tem sido adotado como um complemento do tradicional processo de design instrucional, o ADDIE. Como última característica, a adoção de dados fará com que o LMS seja um grande Netflix, com sugestão de cursos e experiências de aprendizagem conforme seu interesse e de pessoas como você.

Por fim, o próximo estágio, o da Aprendizagem Inteligente, tende a ser direcionado pela capacidade cognitiva e tornará o processo de aprendizagem ainda mais otimizado, personalizado e eficaz. Robôs atuarão na curadoria e no suporte da aprendizagem, oferendo ampla e assertiva assistência em todos os desafios do trabalho.

Como pudemos ver, a evolução tecnológica desta ferramenta tem ocorrido de forma cada vez mais rápida. Entretanto sua adoção efetiva nas organizações tende a ser influenciada por diversos fatores, como: o apego à ferramenta atual, o perfil dos aprendizes e a própria capacidade de adaptação da área de educação corporativa.

Se você gostou deste vídeo, entre no site do espresso3 e veja também: O futuro do LMS, O futuro do LMS 2 e Chatbots na educação. Até mais!

Inspirado e adaptado de Bersin By Deloitte, 2017.

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