Wagner Cassimiro
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Cisco Networking Academy: impacto social e educação corporativa

Você sabia que um programa educacional pode atuar também como uma ação de responsabilidade social, e ainda sim alavancar seus resultados econômicos?

Na década de 90, a internet e as redes de computadores para empresas começavam a se popularizar. Entretanto, estas novas tecnologias ainda eram difíceis de serem adotadas pelas organizações, pois era raro encontrar no mercado de trabalho um profissional que soubesse administrar e operar suas redes. E quando o encontravam, seu valor de mercado era muito elevado.

A Cisco, uma provedora americana de soluções para redes e comunicações, sabia que para seu negócio ter sucesso não bastava apenas ter a competência de desenhar e implementar redes, a manutenção destas redes era também um fator essencial e esta competência deveria estar em seus clientes.

Como ação social, a Cisco implementava redes em escolas próximas aos seus escritórios e capacitava, por meio de voluntários da própria empresa, docentes e staff para poderem operá-las. Até aqui, uma ação filantrópica comum. A grande mudança veio mesmo quando ela percebeu que era possível capacitar e desenvolver os alunos para suprir a lacuna de profissionais de redes no mercado de trabalho.

Assim, em 1997, surgiu a Cisco Networking Academy, um programa de responsabilidade social corporativa para o desenvolvimento de habilidades profissionais e carreiras no setor de TI.

As escolas participantes do programa eram de bairros pobres dos Estados Unidos e um dos objetivos era oferecer uma oportunidade de carreira a estes jovens no uso de tecnologias de informação e de comunicação, as chamadas TICs.

Seus certificados, cursos e curriculum são reconhecidos na área, pois exploram competências técnicas de domínio da Cisco e também competências comportamentais necessárias para sua administração, como a colaboração e a liderança. Outro ponto de destaque é que, além de oferecer um grande portfolio de ações educacionais online, a Academia promove também a conexão com as oportunidades profissionais.

Com o apoio do Departamento de Educação americano, o programa foi difundido para todo o país e por incentivo da ONU, chegou a mais de 165 países. Ao todo, em 2016 há mais de 9 mil academias presentes em escolas, prisões e orfanatos, tendo formado mais de 5,5 milhões de profissionais para o setor.

Quase vinte anos depois de sua criação, este programa educacional continua a ser um tema relevante, sobretudo com o crescimento da “Internet das Coisas”, que pretende conectar objetos e aparelhos do dia-a-dia na internet. A Cisco Networking Academy também está presente no Brasil, possui 300 centros de treinamento, e como apoiadora oficial dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, pretende certificar e empregar no evento ao menos 200 jovens da periferia do Rio de Janeiro e dar-lhes sua primeira experiência profissional e a inclusão no mercado de trabalho.

Como pudemos ver, esta ação educacional, que poderia ter apenas um caráter de responsabilidade social corporativa, impactou positivamente o negócio da Cisco, pois alavancou a oferta de trabalhadores certificados, que é crítica para a adoção de sua tecnologia, familiarizou seus produtos e serviços e consolidou a marca da Cisco e a liderança em seus mercados de atuação.

E você? Como sua organização utiliza o poder da educação combinando benefícios sociais e econômicos?

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Fonte de inspiração: The Competitive Advantage of Corporate Philanthropy. Michael Porter e Mark Kramer. Harvard Business Review (Ed. Dezembro, 2002).

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