Wagner Cassimiro
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Níveis de maturidade de trilhas de aprendizagem

Você sabe qual o nível de maturidade de suas trilhas de aprendizagem? Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Simplificando a definição, uma trilha de aprendizagem é uma solução sistemática que organiza e ordena da melhor forma possível ações educacionais, práticas e experiências para atender a objetivos de aprendizagem. Sua composição e duração serão definidas tanto pelo perfil do público, quanto pela natureza, quantidade e complexidade dos objetivos.

Para facilitar sua adequação, apresentaremos três níveis de maturidade para você definir qual utilizar em seu desafio.

No primeiro nível de maturidade, temos as trilhas de aprendizagem baseadas em conteúdo. As mais simples envolvem somente conteúdos de prateleira, enquanto as mais elaboradas envolvem conteúdos customizados desenvolvidos internamente com a colaboração de especialistas da organização. Neste momento, temos apenas a aquisição de novos conhecimentos, ou melhor de novas informações, pois os indivíduos ainda precisam dar significado a elas.

Esta concepção é a mais comum nas organizações, pois é a maneira mais fácil de se construir e implementar trilhas de aprendizagem, pois são basicamente objetos educacionais digitais de ensino a distância ordenados. A sequência de cursos presenciais essencialmente baseados na aprendizagem receptiva e passiva também podem ser aqui considerados, pois só exploram conceitos.

Trilhas baseadas em conteúdos são recomendadas quando os objetivos de aprendizagem são associados a finalidade de conscientizar, fornecer novas informações, ou mesmo de despertar a motivação.

No segundo nível de maturidade, temos as trilhas de aprendizagem que privilegiam a prática. Se seu objetivo é desenvolver competências, por definição não podemos parar na mera transmissão de informações, devemos provocar a aplicação dos conhecimentos e a experienciação das novas competências.

Assim, em complemento aos objetos educacionais digitais, podemos sequenciá-los com ações práticas, compondo uma aprendizagem híbrida (do inglês blended).

Recomendamos o uso tanto de abordagens diretivas, aquelas que permitem feedback rápido em execuções orientadas, quanto de abordagens de descoberta guiada, que possibilitam maior grau de autonomia, mas ainda dentro de um ambiente previsível e seguro como, por exemplo, os estudos de caso.

Por fim, no nível mais maduro, temos as trilhas de aprendizagem que contemplam o ambiente de trabalho e propiciam uma experiência completa de aprendizagem. Aqui rompemos as fronteiras das ações educacionais estruturadas e adotamos a aprendizagem informal, aquela que ocorre naturalmente no ambiente de trabalho, porém de forma estimulada e acompanhada. Também, rompemos com a figura exclusiva do professor, ou do multiplicador, e legitimamos o lado educador de líderes e colegas de trabalho mais experientes.

Nesta trilha não temos apenas a aquisição de novos conhecimentos e novas competências, temos a preocupação com o desempenho do colaborador e seu impacto nos resultados.

Obviamente, quanto maior a maturidade da trilha de aprendizagem, mais tempo e recursos serão necessários em seu desenho. Isso não quer dizer que há impacto direto no custo de implementação, uma vez que as ações de aprendizagem informal requerem mais atenção e dedicação do que necessariamente recursos financeiros para darem certo.

Enfim, reflita sobre suas trilhas e trace rotas para adequar o nível de maturidade delas aos seus objetivos de aprendizagem. Assim, você proporcionará melhores experiências de aprendizagem aos participantes e ampliará os resultados de sua organização!

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