Wagner Cassimiro
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Os seis princípios fundamentais da aprendizagem de adultos de Knowles

Quais elementos considerar na aprendizagem de adultos? Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Knowles definiu seis princípios da aprendizagem de adultos no livro “The Adult Learner”. No Brasil encontramos este livro em português com o título “Aprendizagem de resultados”, pois se trata de uma versão expandida pelos autores Holton e Swanson. Independente da origem, este livro é um clássico da educação corporativa.

Nele, Knowles apresentou os seis princípios da andragogia, elementos que precisam ser considerados em qualquer desenho de uma ação educacional.

O primeiro princípio é A necessidade do aprendiz de saber. Adultos não se abrem ao novo enquanto não souberem as razões da capacitação, em outras palavras, por que eu preciso aprender isso? Tampouco, se ele não souber o que vai ser abordado e de qual forma. O “o quê” e o “como”?

Neste princípio, tiramos a lição de que devemos parar de sequestrar, abduzir e forçar a presença cega dos participantes. O envio de informações básicas sobre a ação educacional, bem como as justificativas do porquê a pessoa precisa participar podem contribuir para a redução do absenteísmo e do presenteísmo nas capacitações.

O segundo é o Autoconceito do aprendiz. Adultos tendem a ser mais autônomos e autodirigidos na busca do conhecimento. Tendem, porque pessoas maduras conseguem enxergar suas lacunas e buscar o que precisam para supri-las de forma independente. Entretanto, o adulto aqui não é o da definição biológica, ou jurídica, mas sim da definição psicológica. Afinal, tem muito marmanjo com bastante idade nas costas totalmente dependente, passivo e carente da organização.

Neste princípio, a organização deve disponibilizar um amplo portfolio de ações de desenvolvimento e estimular o protagonismo do indivíduo.

O terceiro é a Experiência anterior do aprendiz. Diferentemente das crianças, adultos já tiveram muitas vivências, logo estas experiências formaram um repositório de significados prévios e também delinearam um modelo mental de como ele enxerga e lida com o mundo.

Aqui, é preciso mapear estas experiências para facilitar sua associação, alavancando o potencial da aprendizagem. Também, a compreensão do mindset facilita os meios pelos quais os novos conhecimentos poderão ser mais facilmente internalizados.

A diversidade de experiências enriquece as discussões, entretanto pode dificultar o desenho da ação educacional por se tratar de um grupo mais heterogêneo. Também, pessoas mais experientes tendem a ser mais fechadas ao novo e mais resistentes a mudanças.

O quarto é a Prontidão para aprender. Adultos se sentem preparados para aprender para enfrentar situações relacionadas à vida. Em outras palavras, a necessidade de aprender é puxada pela vontade de se adaptar ao mundo e de se cumprir tarefas de desenvolvimento, que marcam ritos de passagem.

Neste item, o alinhamento entre os desafios e as ações educacionais em trilhas de aprendizagem, bem como em recursos de suporte ao desempenho contribuem para a aprendizagem na hora em que é mais apropriada.

O quinto é a Orientação para aprendizagem. Adultos valorizam a aprendizagem quando esta o ajuda a resolver problemas de seu dia a dia. Também, adultos assimilam mais facilmente quando aprendem de forma contextualizada.

Neste princípio, deve-se estimular mais a aprendizagem baseada em problemas, a superação de desafios e as abordagens mais práticas, bem como não esquecer de contextualizar um assunto antes de abordá-lo e mesmo durante e depois.

O sexto é a Motivação para aprender. Fatores externos como salário, carreira e empregabilidade podem até estimular o adulto a aprender, mas a verdadeira energia mobilizadora está nos fatores intrínsecos, ou seja, sua satisfação, o reconhecimento obtido e sua autorrealização.

Aqui, devemos trabalhar ambos aspectos, mas promover ações que atendam sobretudo aos fatores intrínsecos das pessoas.

Enfim, estes foram os seis princípios da aprendizagem de adultos. Para desenhar sua ação educacional, utilize estes elementos juntamente com os objetivos e propósitos a serem alcançados considerando as diferenças dos temas, da situação e dos próprios aprendizes.

Não perca: Espresso3 todas às terças-feiras.

Fonte: Aprendizagem de resultados. Knowles, Holton e Swanson.

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