Wagner Cassimiro
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Práticas do modelo 70:20:10

Você sabe como pensar e identificar as práticas dentro do modelo 70:20:10? Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Antes de falarmos sobre as práticas, precisamos compreender os elementos que compõem o modelo 70:20:10, e como ocorre a aprendizagem em cada uma das suas dimensões. É válido mencionar que o modelo não é rígido, assim as práticas podem ser consideradas em mais de uma dimensão.

Para pensar no “70”, ou seja, na aprendizagem que ocorre no ambiente de trabalho de forma individual, utilizaremos o Modelo de Raelin. Este modelo surge de uma matriz composta por duas formas de conhecimento, tácito e explícito, com duas formas de aprendizagem, teórica e prática.

A conceitualização envolve o conhecimento explícito e a aprendizagem teórica. Ocorre quando tentamos traduzir e representar um pensamento em modelos e quadros, e quando combinamos conceitos teóricos com conhecimentos explícitos da organização. A experimentação envolve o conhecimento tácito e a aprendizagem teórica. Ocorre quando, realizamos descobertas, tentativas, testes e avaliamos hipóteses. A experiência, por sua vez, envolve o conhecimento tácito e a aprendizagem prática. Ocorre na realização do trabalho propriamente dito, e pode ser intensificado quando o trabalho ocorre em novos ambientes e em graus mais complexos de dificuldade. Por fim, a reflexão envolve o conhecimento explícito e a aprendizagem prática. Ocorre no ato de refletir sobre o que aconteceu, acontece ou que está para acontecer com a finalidade de extrair algo e de aprimorar e amadurecer a própria atuação e a tomada de decisões.

Temos como exemplo de práticas da aprendizagem que ocorre no trabalho de forma individualizada: Superação de desafios, job rotation, mindmaps, vivências, job aids, suporte ao desempenho, reflexão individual, sponsorship, etc.

Já para pensar no “20”, ou seja, na aprendizagem que ocorre no ambiente de trabalho por meio da interação entre as pessoas, temos três elementos. No primeiro, a criação de conhecimento, que promove a construção coletiva de novos conhecimentos, a captura e a explicitação de conhecimentos tácitos e respectivamente sua institucionalização no repositório de conhecimentos da organização. No segundo, o compartilhamento de conhecimento, que promove a disseminação de boas práticas, a curadoria de conteúdo e a facilidade no armazenamento e no resgate de conhecimentos. Por fim, a aprendizagem via colaboração, que representa a atuação nos processos de execução conjunta, o suporte entre as pessoas, e as redes internas e externas de colaboração e de inovação.

Temos como exemplo de práticas da aprendizagem que ocorrem na interação entre as pessoas: coaching, mentoring, peer coach, comunidades de prática, análise de redes sociais, reflexões coletivas de aprimoramento, shadowing, entre outras.

E finalmente para pensar no “10”, ou seja, na aprendizagem formal que é separada do trabalho, utilizaremos o Modelo dos 4Cs. O primeiro “C” corresponde ao conteúdo que deve ser definido conforme sua necessidade e adequação para permitir o posterior desempenho, lembrando que neste caso menos é mais. O conteúdo é diretamente conectado ao próximo “C”, contexto, que por sua vez deve reproduzir ao máximo o ambiente e as condições de realização do trabalho, podendo inclusive utilizar simuladores. Conexão, o terceiro “C”, é a aprendizagem que ocorre entre pessoas ainda no campo da educação, o que permite a troca de experiências e a colaboração no processo de aprendizagem. Por fim, a continuidade promove ações posteriores que contribuirão com a memorização, o reforço, a aprendizagem contínua e o engajamento e o suporte na aplicação dos novos conhecimentos.

Como práticas de aprendizagem formal, temos abordagens mais tradicionais, como por exemplo, cursos, palestras, workshops, leituras, elearnings, videoaulas, webconferências, etc.; e, abordagens mais inovadoras, como por exemplo, sala de aula invertida, simuladores, jogos sérios, hackathons, realidade virtual e aumentada, etc.

Enfim, agora que você ampliou seu repertório de práticas, pense em como implementá-las! Até mais!

Baseado em: ARETS, J. JENNINGS, C. HEIJNEN, V. 702010: Towards 100% performance. Maastricht: Sutler Media, 2016.

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