Wagner Cassimiro
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Série José C. Terra | 2 de 6 | Cultura de inovação

Olá! Estou aqui com José Cláudio Terra para falar sobre cultura de inovação. Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Terra, antes de tudo o que é a cultura de inovação?

Eu acho que talvez nós não possamos falar exatamente em uma cultura de inovação, mas sim em uma cultura organizacional que tem elementos fortes que estimulam as pessoas a buscarem novas ideias, a testarem novos projetos, conceitos, que estimulem o trabalho colaborativo e construtivo em cima das ideias de outros, que premie aqueles que testam e se arriscam.

Quando você conhece uma organização, o que caracteriza tal organização? Não é a cultura de inovação. Ela tem elementos, porque uma cultura é algo muito maior, tem haver como você se relaciona com os outros, como você se relaciona com o ambiente, como você trata as questões de ética. A cultura não dá para isolar um aspecto e falar “a minha empresa tem cultura de inovação”. Eu acho mais correto falar que dentro da sua cultura organizacional, que inclusive pode mudar dentro da mesma empresa, que a questão da inovação se faz presente, é um valor tangível, que as pessoas reconhecem como sendo presente na organização.

Que é estimulado e facilitado pela organização.

Sim, com certeza.

Falando em estímulo, o que as organizações podem fazer para estimular a inovação?

A cultura tem a ver com as influências sociais que recebemos. Se nós pensarmos um pouquinho, a nossa cultura vem sendo formada desde que nascemos. E nós aprendemos primeiro observando. Então, para formar uma cultura de inovação, principalmente se você quer que ela permeie toda a organização, as pessoas têm que observar as pessoas que estão mais na liderança, como agem, como tomam decisões as pessoas que estão no topo, a alta administração? Eles estimulam a inovação? Eles tomam decisões para favorecer projetos mais arriscados? Eles valorizam as pessoas que se arriscaram mesmo quando os resultados não são 100% como esperado? Ter uma cultura de inovação começa realmente no topo. Aliás, todos os elementos de uma cultura organizacional começam no topo. Mas talvez a questão da cultura começar no topo seja mais verdadeiro ainda.

Uma das reflexões que eu tive recentemente no contexto de trabalho, foi que a maior parte da organização não é paga para pensar no longo prazo. A maior parte das pessoas espera-se que elas cumpram o que lhes é pedido. Já a alta administração é ela que tem a incumbência, até estatutária, de garantir a adaptabilidade, a longevidade, e todos esses elementos. Então, é muito difícil de imaginar que a inovação vá surgir de baixo para cima. Porque as pessoas, antes de mais nada, quando você está embaixo em uma organização, no início da sua carreira, cumprem tarefas muito específicas. Evidentemente quando a pessoa cumpre uma tarefa específica com inovação ela pode ser reconhecida, mas quando você quer permear tudo isso a questão fundamental é o exemplo. Resumindo, podemos fazer várias coisas, estratégia de premiação, estratégia de comunicação, mas no final das contas, como agem as pessoas no topo? Elas estão mais preocupadas a preservar o status quo ou a medida que elas garantem o presente elas estão sempre estimulando, direcionando, criticando, trazendo novas ideias. De onde vem as novas ideias? Se elas nunca vêm do topo da organização e sempre que vem a postura delas é de “me mostra que você está certo” ao invés de “como eu posso ajudar”, isso tem um efeito incrível no resto da organização. Então, sem desmerecer outras estratégias de reconhecimento e comunicação, de criar itens visuais que estimulem, ou do espaço físico. Mas enfim, todos esses são auxiliares.

Ok, muito obrigado.

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