Wagner Cassimiro
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Série McDonald’s University | 5 de 6 | Engajamento de facilitadores

Olá, estou aqui com Igor Ferreira, da McDonald’s University, para falar sobre engajamento de facilitadores. Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Igor, como é que vocês têm mobilizado os facilitadores?

Hoje nós temos dois pilares de atuação: um que acontece no restaurante e outro na universidade. No restaurante conseguimos ter uma facilidade bastante grande com os facilitadores porque ser facilitador dentro dos restaurantes hoje é inclusive um cargo para nós. Temos um cargo chamado de treinador instrutor, aonde é o segundo movimento de carreira que um atendente, depois de algum tempo atuando nas estações, tem como objetivo ou almeja chegar nessa posição, e aí ele vira um especialista das diversas estações dentro do restaurante. Então isso acaba engajando ele, porque ele quer fazer parte e é um desenvolvimento de carreira.

Quando olhamos para dentro da universidade, e essa universidade sendo composta hoje por 85% de seu corpo docente de funcionários internos, o que temos buscado é um processo de seleção bastante robusto, ou seja, alinhar isso às expectativas de desenvolvimento desses facilitadores, depois garantir que esse facilitador possa passar por um processo de desenvolvimento, de treinamento, para estar apto a fazer parte desse corpo docente. Paralelo a isso, ou na sequência disso, garantimos que ele tenha experiência com professor mais experiente do que ele, ou seja, que já tenha vivido isso com um pouco mais de ênfase, e por fim o que eu considero mais importante no processo, que é o reconhecimento. Hoje temos uma estrutura que garante toda a estrutura logística para esse professor estar presente na universidade, para ele poder se dedicar o tempo que ele tem que estar dentro da sala de aula, prepará-lo para que ele possa estar aqui, e no final do processo reconhecê-lo, seja com alguma recordação, algum reconhecimento saindo da universidade, ou até mesmo com listas de melhores performances que saem do topo da organização, por exemplo, como o presidente agradecendo a participação dessas pessoas.

Legal! E como é que está organizado esse curriculum e o processo de formação desse facilitador?

Começamos a organizar isso mais ou menos no último trimestre do ano, onde fazemos o mapeamento de quais são os cursos que vamos propor para o ano que vem, e o mapeamento dos professores disponíveis, feito isso uma inovação que fizemos no último ano foi abrir um processo de inscrição, então alguns critérios, esses professores se inscrevem de acordo com esses critérios e aí também começamos já a pincelar quem tem, mais do que aptidão ou o desejo de fazer isso, tem o gosto, quer fazer isso. Passado por esse processo, aprovadas as pessoas, eles vão para o primeiro nível de formação, e aí nesse primeiro nível de formação nós contamos hoje com programa de técnicas de facilitação e apresentação aonde trabalhamos questões comportamentais, desenvoltura em sala de aula, e uma segunda preparação especificamente nesse módulo que ele vai treinar. Esse módulo que ele vai treinar ele assiste primeiro, e depois ele participa junto com um professor experiente para garantir que ele está alinhado com esse processo, até que ele assuma uma turma definitiva como facilitador. Ao final dessa primeira turma que ele apresenta, fica responsável por administrar, reconhecemos esse professor hoje com um troféu no formato de um “M” que temos bastante orgulho de entregar e sabemos que isso para o professor também faz bastante diferença, é um reconhecimento para ele. E no final do ano obviamente também garantimos que esses professores de alguma maneira se sintam parte dessas entregas que a universidade está fazendo, seja com o reconhecimento da universidade ou como eu havia mencionado, com uma lista do reitor ou do presidente da organização agradecendo a contribuição desses facilitadores.

Então eles vestem a camisa mesmo?

Eu diria que o segredo hoje é cultural e de vestir a camisa mesmo. Às vezes as pessoas me perguntam: “Igor, mas o que vocês fazem de tão diferente hoje pra garantir esses professores em sala de aula?” Eu diria para você que existe uma cultura dentro do McDonald’s e um desejo de fazer parte desse processo. Então hoje estar na universidade é muito aspiracional tanto para o aluno, mas também para o futuro professor. Então para ele conta muito poder colocar no currículo dele que ele é um facilitador, um professor da McDonald’s University.

Legal! Obrigado.

Obrigado você.

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