Wagner Cassimiro
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Série Rodrigo Leite |6 de 6| – Protagonismo na aprendizagem

Olá! Estou aqui como professor Rodrigo Leite, autor do livro “O poder da escutatória”, para falar sobre protagonismo na aprendizagem. Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Rodrigo, porque é importante que a pessoa tenha protagonismo na aprendizagem dela?

Protagonismo é uma palavra muito interessante. Protagonismo requer a sua presença. Quer você como o grande autor, o grande personagem que está ali realizando a aprendizagem. Protagonismo na aprendizagem diz respeito a eu buscar constantemente algo que eu preciso aprender.

Tem pessoas que me encontram pelos corredores, e eu imagino que acontece com você também, que muitas vezes reclamam que não recebem cursos dentro da empresa, que recebem pouco o que a empresa não patrocina os cursos. A esses que me encontram eu costumo falar “tadinho, que judiação, quer chorar aqui? Deste lado, ou desse? Em qual você quer chorar.” “Há quem quer crescer e há quem quer ser crescido. Escolha de qual lado você quer ficar. Quem quer ser crescido sempre vai ter esse discurso de que alguém não deu a oportunidade para ele.”. “Ah porque meus pais, porque meus filhos, porque meu chefe, porque minha empresa”, isso é quem quer ser crescido.

Agora quem quer crescer dá um jeito. Há uma outra máxima popular que diz: quem quer dá um jeito, quem não quer arranja uma desculpa. Protagonismo na aprendizagem é dar um jeito. O que eu preciso fazer para poder aprender? Dizer que não tem tempo é muito vago. Nós temos as mesmas quantidades de horas nos dias que todas as pessoas. Agora o que eu faço com o meu tempo para poder aprender é o que importa. “Ah, não tenho dinheiro para aprender”. Mas a quantidade de opções que nós temos hoje, inclusive, hoje num contexto atual a disposição de conhecimento gratuito é espantosa, basta querer encontrar.

Hoje a maior habilidade é de curadoria do conhecimento, porque o tanto de informação disponível está disponível para quem quiser, basta querer. Então o protagonista age, ele está no jogo, está em cena, ele para de colocar isso como responsabilidade dos outros. Posturas de vítima sempre vão encontrar um culpado ou alguém que não permitiu. Assuma a responsabilidade disso e cuide da sua missão. Talvez em breve você possa assumir a outra escolha. Com cada escolha vem uma renúncia. Escolhi, renunciei a algo, é preciso ser responsável pelas minhas escolhas.

Além desses comportamentos que outros hábitos a pessoa pode ter para fazer o protagonismo do seu aprendizado?

Talvez o hábito de se permitir aprender a todo instante. A ficar atento a todos os sinais. Na empresa, no trabalho, o tempo todo os sinais estão aparecendo. “Por que meus colegas não me contam isso? Por que ninguém me convida para o happy hour? Por que as coisas acontecem e eu não fico sabendo?”.

Esses “eu não fico sabendo” são postura de vítima. “Eu não sabia que ia acontecer isso na empresa”. E por que não perguntou? Onde você estava? “Eu não sabia que precisava aprender isso”. Em que planeta você estava? Por que o tempo todo estamos expostos a isso.

Costumo dizer que há velhos de 20 e jovens de 80. Há pessoas que estão dispostas a aprender, independente da idade, atentos ao que podem aprender. O aprender é constante e é maravilhoso se permitir aprender. Aprender é sensacional, tanto no acerto quanto no erro. Precisamos aprender a tirar esse paradigma de que errar é ruim. Aprende mais quem erra. Quem erra aprende infinitamente mais, porque ele aprende duas vezes, ele aprende como ele deveria ter feito e o que ele pode fazer agora para começar a seguir um caminho correto. Então talvez uma postura mais atenta e mais reflexiva.

Aberta.

Aberta. Me permita fechar com uma história que eu ouvi certa vez de um monge budista com quem eu convivo. Ele contou que estava em contado com alguns casais que estavam em um encontro de casais, e uma dessas pessoas que estava no encontro tinha terminado o relacionamento dela recentemente, mas ela foi no encontro de casais, foi solteira. Ela chegou triste e foi falar com o monge “Eu estou desiludida, extremamente desiludida, terminei meu relacionamento”, o monge olhou para a ela e disse “parabéns!”. “Como assim parabéns? Estou dizendo que estou desiludida, terminei meu relacionamento”. “Parabéns!”, e a abraçou. “Monge, eu não estou entendendo, estou falando que estou desiludida e o senhor está me dando parabéns e me dando um abraço”. Ele olhou para ela no fundo dos olhos dela e disse “Você gostaria de continuar vivendo na ilusão? Estar desiludido é um aprendizado. Você não está mais com o véu da ilusão na sua frente. Agora você tem a verdade na sua frente, você já sabe qual caminho trilhar”.

Então, a todo momento há um aprendizado. Posso dizer que em uma caminhada direção é muito mais importante que a velocidade. Muito mais importante. Do que adianta correr na direção errada. Aprender qual é a direção certa talvez seja uma boa saída.

Para fazer uma síntese do que você falou é basicamente aquele dito popular: camarão que dorme a água leva. 

Com certeza, eu acho que a vida é tão importante, a vida é um presente, a vida é um grande dom que nos foi concedido. E não é à toa que um criador perfeito, cheio de maravilhas que colocou neste planeta tenha nos colocado aqui somente para uma passagem simples, sem aprendizado. Aprender é condição de vida. É condição de existência. O que você aprendeu nessa pequena jornada do dia do seu nascimento até o dia em que você passou para outro espaço. Que legado você deixou? Que legado deixaremos? O que construímos aqui de verdade? Isso sim é algo que vale a pena, uma vida com um propósito que vale a pena ser vivida, com significado.

Ok, muito obrigado!

Eu que agradeço.

 

 

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