Wagner Cassimiro
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Série Sofia Esteves |6 de 6| – O futuro do trabalho

Olá! Estou aqui com Sofia Esteves para falar sobre o futuro do trabalho. Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Sofia, como você vê o futuro do trabalho?

Eu vejo hoje, não só o futuro do trabalho, mas o futuro do mundo muito mais colaborativo, de valor compartilhado, onde todo mundo está buscando um investimento em algo que seja bom para todo mundo.

Aquele famoso jeitinho brasileiro, de levar vantagem em tudo, não cabe mais para esse novo mundo que a gente está vivendo e que vai viver ainda. Então, trabalho colaborativo, menos hierarquizado.

No futuro o líder, e hoje mesmo, o líder pode dizer “eu não sei tal resposta”. Desmitificou um pouco essa questão da liderança que tem que saber tudo, super-herói. Hoje o bom líder é aquele que sabe fazer boas perguntas e isso está impactando o futuro do trabalho onde eu posso, assim como você, fazermos parte de um time onde vamos buscar o nosso desenvolvimento e o desenvolvimento da empresa.

Outro fator que eu tenho visto que é bastante forte enquanto tendência, hoje já é básico você falar a linguagem do negócio, saber ler um balanço, se você é da área de recursos humanos ou da área de marketing, você tem que ter a cultura de falar de negócios, mas o seu repertório enquanto profissional tem que ser expandido. Se até pouco tempo atrás fazer o MBA internacional era o auge de carreira, hoje o que está sendo o auge é eu fazer um Master in Fine Arts, fazer um mestrado ou cursos que desenvolvam outras habilidades como pintura, teatro, música, porque eu vou conviver com pessoas diferentes de mim, com repertório de vida, histórias de vida completamente diferentes da minha, isto vai expandir os meus horizontes e portanto eu vou conseguir ampliar minha visão de mundo e com isso ajudar minha empresa a ampliar a sua visão, a se desenvolver, a ser inovadora. Eu sinto que hoje, não só as questões dos conhecimentos técnicos, mas o seu repertório comportamental e de vida tem sido muito valorizado.

E por último, mas não menos importante eu acho que é a questão de poder sentir que nós juntos vamos fazer a diferença. Eu acho que não tem outra forma de ser, as empresas e as pessoas estão cada vez mais conectadas, e buscando um mundo melhor. Acho que ninguém mais está aguentando um mundo de pressões que não sejam boas para as pessoas, ou não cuidar do meio ambiente, ou ter o lucro a qualquer preço. Lucro vai continuar sendo importante, mas ele é importante quando todo mundo na cadeia está bem cuidando do meio ambiente, da comunidade da qual a empresa faz parte, onde o seu profissional está valorizado, se sentindo satisfeito. Então, tem que ser ganha-ganha em todos os sentidos. Eu acho que isto vai ser uma grande tendência, que isto vai ser muito doído.

Outro ponto importante, que eu me lembrei agora, que é cultura do erro. Nós fomos catequizados a não errar. Você é “punido” quando você erra no mundo corporativo, e hoje neste mundo em que você tem que lançar as coisas cada vez mais rápido para continuar competitivo no mercado, não tem jeito de diminuir o prazo das coisas, para acelerar o lançamento de produtos sem cometer erros. E nós não temos cultura de erro hoje tão clara, principalmente aqui no Brasil. Então esta tendência de ser mais abrandada a questão do erro e dar espaços para experimentações, para as pessoas se darem o direito de sair do lugar comum, também é uma tendência bastante forte, tanto aqui no Brasil, como fora.

Você falou de um aspecto muito interessante sobre a criação, a formação cultural e artística, que faz muito sentido. Porque hoje a inteligência artificial está avançando, machine learning vai começar a tomar a posição do ser humano em várias coisas que são mais rotineiras, decisões programadas, e aí vai sobrar para o homem a capacidade de criação, e de lidar com sistemas realmente complexos. Como que uma organização pode estimular isso no seu colaborador?

Eu acho que quando a organização coloca, por exemplo, em vez de ela delimitar quais são os investimentos que ela vai fazer sobre o colaborador, como uma coisa determinante, ela escolhe os cursos, ela deixar uma parte da verba para que os próprios colaboradores possam decidir que cursos eles gostariam de fazer de outras áreas diferentes da realidade da empresa. Então, um curso de fotografia, um curso de escultura, um curso de história, de filosofia. Então, como eu estimulo enquanto empresa, que eu posso tanto trazer alguns desses para dentro do dia a dia da empresa, mas eu posso destinar uma verba para que ele possa escolher ser protagonista disso. Porque hoje não existe mais espaço para a empresa cuidar da carreira das pessoas, as pessoas têm que se responsabilizar pelo seu autodesenvolvimento para continuar tendo empregabilidade no mercado. Então, a empresa tem que valorizar isso, mas o profissional tem que correr atrás.

Hoje você só vai ter empregabilidade se você puder estar o tempo todo se conectando, se atualizando, que é uma coisa muito difícil, porque hoje as coisas correm tão rapidamente e se eu não for atrás de conhecimento e desenvolvimento eu vou perder o bonde da história. Então, a empresa tem que ser mais aberta para isso, mas o profissional tem que estar muito ligado e buscando o seu desenvolvimento contínuo.

Ok. Muito obrigado!

 

 

 

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