Wagner Cassimiro
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Série Suceg – Denilson Sell – Observatório de conhecimento

Olá Estou com o professor Denilson da UFSC e da UESC para falar sobre observatórios de conhecimento.

Professor, o que são observatórios de conhecimento?

Observatórios são milenares na verdade. Nós percebemos a presença de observ04atórios astronômicos na América do Sul há mais de quatro mil anos. Mais recentemente, principalmente no século 20, surge a teoria de observatórios de informação, quer dizer, instrumentos, unidades ou processos que tentam servir ao propósito de recolher informação, organizar informação e apoiar o processo de tomada de decisão. No observatório de conhecimento nós estamos trabalhando principalmente na perspectiva de apoiar os programas de educação corporativa e os programas de aprendizagem e gestão do conhecimento. Além de tratar a questão do dado, da informação, recolher para eventualmente apoiar a tomada de decisão, o observatório de conhecimento neste contexto tem a expectativa de mapear melhor o capital humano, tentar entender qual é o perfil do indivíduo que trabalha conosco, ou o perfil do indivíduo que está fora da organização, mas que é importante conectar as nossas ações de aprendizagem, os nossos projetos. Então ele tem a expectativa de mapear informações qualificada sobre pessoas, sobre atores e tentar trazer os avanços de tecnologia de informação, falando em Big Data, Cloud Computing, Inteligência Artificial, para tentar recolher pistas que os indivíduos vão deixando no seu dia a dia no ambiente de trabalho para cada vez mais entender quem são os indivíduos que trabalham conosco, quais são os potenciais deles e, eventualmente, quais são a possíveis lacunas de conhecimento que nós temos para melhor alinhar a estratégia de capacitação.

Poderia me dar algum exemplo?

Alguns projetos que nós desenvolvemos esta estratégia, por exemplo, a questão do SENAI. O SENAI conta com um corpo muito qualificado de colaboradores, em cada unidade do SENAI você vai encontrar entre mil funcionários e três mil funcionários e você tem uma diversidade de conhecimento muito grande lá dentro. Tem um individuo que trabalha com robótica, outro com automação, outro com couro e moda, e por ai vai. Então a grande dificuldade é justamente trabalhar um programa de capacitação com um corpo tão heterogêneo, com uma diversidade tão grande de conhecimento e um conhecimento tão volátil, um conhecimento que semana que vem já mudou. Ali nós trabalhamos uma estratégia de recolher pistas sobre os indivíduos no plano de ensino, no documento que um consultor preenche, numa atividade que ele participou em uma reunião técnica, tudo são pistas que estão dentro da organização, espalhadas em sistemas de informação, em documentos, ou até eventualmente fora da organização, em um blog, uma participação em alguma atividade que está registrada fora, em um sistema como linkedin. São pistas diversas que nós temos sobre pessoas que se bem trabalhadas começam a compor uma radiografia do conhecimento organizacional. Casos como o SENAI, nós desenvolvemos um projeto recentemente com o Ministério da Agricultura, em que a perspectiva era mapear não apenas internamente quem sabe o que e qual era o perfil do conhecimento, mas na própria rede. No caso do Ministério da Agricultura o desafio era trabalhar o conhecimento em rede, sendo que o conhecimento está na cabeça do agricultor, está no extensionista, então toda a rede tem conhecimentos valiosíssimos para o ecossistema da agricultura então a radiografia do conhecimento é mais complexa, mas super rica, justamente para conectar os atores e trabalhar as melhores ações de capacitação, de gestão de conhecimento integradas no ecossistema.

E pensando no tema deste evento: Universidade Corporativa em Rede, como os dois temas se associam?

Para eu trabalhar a educação corporativa em rede eu tenho que tentar entender essa rede. Esse mar de informações que nós produzimos e estão espalhados pode revelar pistas muito interessantes sobre atores, sobre necessidades do ecossistema em que estamos inseridos, necessidades específicas da nossa organização. Esse é um espaço muito interessante para trabalhar a aplicação de tecnologia da informação, obviamente a engenharia do conhecimento, que é uma área nova e pouco difundida, mas que tenta trazer um arcabouço de engenharia para trabalhar conhecimento. Temos engenharia de software, engenharia civil, e a engenharia do conhecimento é uma correlata para trabalhar questões ligadas ao conhecimento. Tudo isso se aglutina de certa forma para justamente mapear os atores, ajudar a alinhar os programas de educação corporativa, ajudar a conectar conhecimento, recolher informação qualificada e produzir conhecimento.

Ok, muito obrigado!

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