Wagner Cassimiro
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Série vloggers corporativos educacionais |3 de 3| – Dicas para implementação

Olá pessoal! Agora vamos para a última parte da nossa entrevista com Paulo Machado e Ricardo dos Santos. Eles vão dar dicas para você implementar o vlog corporativo educacional em sua organização. Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Paulo, o que fez dar certo o vlog dentro da sua organização?

[Paulo] Na Cacau, Wagner, como para tudo na área de treinamento e negócios, você trabalha com planejamento. Nós temos no planejamento alguns temas já definidos de gravação de alguns vídeos, de algumas pílulas, inclusive isto está na minha meta. Mas também é o fato de desenvolver conteúdos voltados para a necessidade do negócio em si. Outro fator importante é você poder mensurar esse conteúdo. Hoje nós temos um case na Cacau que as nossas visualizações vão de 92% a 95%, sem uma obrigatoriedade para que as pessoas assistam. Ou seja, elas conseguiram entender, interpretar que isso faz parte e ajuda a alavancar o resultado lá na ponta. Em resumo é um bom planejamento, conteúdos bem definidos e meios para mensurá-los.

O humor é só uma capsula que envolve essa pílula?

[Paulo] Sim, o humor é só a capsula. Na questão do humor temos que ter um blend do humor e da seriedade. Porque nós temos públicos diferentes, perfis diferentes. Tem pessoas que vão gostar de ver um toque de humor, mas tem outras que vão querer uma seriedade. Então, construímos isso de uma forma bem alinhada à expectativa do nosso público.

Ricardo, o Paulo falou uma coisa interessante que é a questão do limite do humor, ou seja, você tem que ser criativo, mas ao mesmo tempo você está dentro de uma corporação e não pode exacerbar. Como que você pensa essa questão do humor?

[Ricardo] Eu acredito que essa dosagem é muito importante. Complementando o que ele falou, vou na linha do Paulo dos motivos pelo os quais esse formato dá certo. Acho que tem muito a ver com alinhamento, de descobrir a necessidade, o que realmente o público precisa para gerar justamente esse interesse. Até por uma questão de metodologia andragógica, o adulto só aprende, só se identifica, só se interessa por aquilo que faz sentido para ele. Por isso que essa dosagem é importante. Se de repente o profissional começa a perceber que são vídeos de humor, isso pode desqualificar o conteúdo. E isso pode ser ruim pode depor contra esse formato. A tendência é de que continuemos sim, como você falou, ter essa capsula de humor, mas ele precisa entender que aquilo é importante, que aquilo vai fazer sentido e que aquele conteúdo ele vai poder praticar, ou seja, ele precisa identificar a aplicabilidade do conteúdo no dia a dia dele. Caso contrário vai ser algo descartado. No primeiro momento ele vai curtir, vai achar legal, a empresa está trazendo um novo formato e tudo. Mas se ele não conseguir entender que aquilo é bem-humorado, mas é algo prático, mas que ele vai enxergar uma aplicabilidade no dia a dia dele, aí sim a tendência é que ele continue vendo, continue divulgando, continue compartilhando esse vídeo. Acho isso importante também.

E de forma geral, que outras dicas você poderia dar?

[Ricardo] Em relação ao vlog é claro que o conhecimento do negócio é importante. Não adianta nada eu ser um bom apresentador, eu ter essa dosagem do limite do humor e não ter o conhecimento. Eu acho que essa identificação “esse cara que está falando tem realmente o conhecimento? Quem é essa pessoa?”. É por isso que os vlogs corporativos dão muito certo, porque rola essa identificação. Porque seria muito fácil eu contratar um profissional fora da companhia, um ator, um comunicador, só que não ia comunicar no sentido prático. “Ah legal, ele é um profissional, mas ele não sabe o que é vender. Ele não sabe o produto que eu vendo, ele não conhece o meu produto.” Ficaria muito distante da realidade. É um profissional, é um cara que trabalha e que usa o mesmo crachá que você. E é esse cara que está falando para você. Isso é fundamental para essa identificação.

Paulo, suas dicas?

[Paulo] Eu vou ser bem transparente na questão do humor, Wagner. Eu acho que para você imprimir o humor ou não, você vai ter que entender a cultura da sua empresa. A cultura da empresa nada mais é do que o jeitão dela. Qual é o jeitão do seu presidente? É ali que você consegue desenhar como vai ser a comunicação do seu vídeo. Eu já falei sobre o planejamento, mas eu vou bater nesta tecla novamente, ao meu ver se você colocou no planejamento ao longo do ano os vídeos, isso tem que ocorrer. Porque as pessoas lá na ponta têm uma expectativa. Então não pode ser algo que comece e morra, e aí volta de novo um PPT transformado em Scorm para a pessoa fazer. Eu vejo isso até na questão, por exemplo, das receitas que são colocadas no Facebook. Hoje a maioria trabalha por vídeo. Você vê as pessoas fazendo um jogo de cena ali e você pega muito rápido. Quando você tem que ler uma receita de algum prato já é cansativo. Isso é uma tendência que veio para ficar. Então, você tem que trabalhar muito bem isso aí, eu acredito que no final você tem que se identificar, gostar da área de educação e do negócio da empresa em que você está. Porque aí tudo faz sentido. Desde a criação de um vídeo até um conteúdo presencial mais elaborado, mais requintado em que você vai envolver 8 ou 16 horas. Essa é minha dica final.

[Ricardo] Falar com paixão daquilo que você está passando, isso é fundamental, e as pessoas percebem isso. É muito fácil você falar daquilo que você vivencia, daquilo que você tem experiência. Foi o que eu falei, a identificação é espontânea. A coisa fria do profissional distancia, agora quando você tem um colaborador, o cara é um colaborador, trabalha aqui, encontro com ele no corredor. Isso é muito bacana. O cara te vê no vídeo, mas no meio da empresa ele te encontra e conversa com você e cria uma expectativa de “e aí? Quando vai sair o próximo vídeo?”. Isso é fundamental.

[Paulo] Essa questão de conhecer o negócio, até por uma orientação do nosso presidente existe uma ação chamada pé na loja. Nas grandes campanhas nós vamos nas lojas e trabalhamos como se nós fossemos esses colaboradores, esses parceiros que são os nossos franqueados e consultores. E é uma lição enorme ali, porque você aprende as particularidades que você pode imprimir no vídeo. Ao meu ver o conhecimento do negócio é isso. Não é simplesmente desenvolver o conteúdo e estar dentro do escritório. É estar lá na ponta. Pegar os pormenores daquela consultora de venda, daquele franqueado e transformar isso, como o Ricardo falou, com paixão com verdade, com brilho nos olhos. Para que as pessoas olhem e falem “nossa, quando que é o próximo vídeo, eu preciso assistir?”

Para você ensinar você precisa viver.

[Paulo] É a questão do viver e temos que ter humildade e tirar o chapéu e saber que lá você aprende e muito. Você pode buscar conhecimento teórico, mas a prática está na ponta. Eu, Paulo, e a nossa área acreditamos que isso vem dando certo porque falamos da realidade deles. E essa realidade deles, dos fraqueados e das consultoras de venda vai muito ao encontro de saber o que está acontecendo ali. Qual é o problema? Às vezes nem em sala você consegue resgatar esses problemas porque você tem uma pauta para ser trabalhada durante 8 horas. Um plano de aula a ser respeitado. E lá na ponta não, é lá que você consegue enxergar isso.

Paulo e Ricardo, muito obrigado. Desejo ainda mais sucesso para o vlog corporativo de vocês. Muito obrigado e até a próxima.

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