Wagner Cassimiro
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Série José Hipólito |3 de 6| – Planejamento da força de trabalho – parte 1

Olá! Estou aqui com José Hipólito, especialista em gestão de pessoas, para falar sobre planejamento da força de trabalho. Eu sou Wagner Casimiro e este é o Espresso3.

Hipólito, o que é e qual a importância do planejamento da força de trabalho?

O planejamento da força de trabalho é o que o pessoal chama de dimensionamento. Dimensionamento quali e quantitativo do quadro. Ou seja, qual a quantidade de pessoas que eu preciso na minha organização e com que atuação, em que níveis de complexidade.

Trata-se de um processo que está em evidência hoje nas organizações, e sempre aparece com mais em evidência na época de crise. Então, em épocas de crise eu preciso adequar o meu quadro a minha necessidade financeira, a minha capacidade financeira. Não sei se as pessoas têm essa clareza, mas massa salarial, remuneração das pessoas é um dos principais componentes de custo de qualquer organização. No setor de serviços, por exemplo, tem sido o principal componente de custos. Então, tenho que gerenciar esse processo com muito cuidado e com muito zelo.

Em uma época como a de hoje, em que as organizações estão tendo dificuldade em obter resultados a tendência é que você procure otimizar o seu quadro. Então, você parte para um processo de racionalização. Na verdade, isso já denota um problema. Porque eu não deveria esperar um momento de crise para agir sobre o quadro. Eu deveria fazer um planejamento da minha força de trabalho, para conseguir, da melhor forma possível, alcançar o resultado a partir desse quadro. Ter um quadro bem dimensionado, nem mais, nem menos.

O problema é que como em anos de bons resultados nós vamos afrouxando os critérios, nós acabamos assimilando para dentro das organizações trabalhos sobrepostos, duplicidade, coisas que agregam pouco valor, e vamos esquecendo de tirar essas atividades do nosso dia a dia. Quando nós paramos para pensar de maneira mais estruturada nós percebemos que o nosso quadro está superdimensionado para a nossa necessidade, para a nossa capacidade financeira. Normalmente é nesse contexto que as organizações têm colocado na sua agenda a questão do planejamento da força de trabalho.

E como cada organização tem abordado esse tema?

Eu percebo as organizações com diferentes expectativas quando falam da questão do dimensionamento da força de trabalho. Algumas vêm nos procurar para refletir sobre o assunto já com uma encomenda. Ou seja, a minha estrutura de custos está muito alta, eu preciso reduzir a minha estrutura de custos, eu preciso saber onde que estão as sobras de profissionais, então me ajuda a localizar essas situações. São situações nas quais a própria direção da organização quer um número. E utilizar esse número como justificativa para prender os seus gestores à necessidade de enxugamento do quadro, de racionalização do quadro.

Eu diria que essa não é a maneira mais eficiente, pois eu estou sendo reativo neste processo. A maneira que eu vejo como mais eficiente é você não pensar neste assunto como uma forma episódica, pontual, mas pensar no planejamento da força de trabalho como algo contínuo. Afinal, ao longo do tempo minhas prioridades mudam, eu introduzo tecnologia, eu mudo o processo, eu terceirizo atividades, eu incorporo atividades, as pessoas se desenvolvem, as pessoas saem da organização.

Todos esses movimentos, eu consigo prever alguns deles, o que vai acontecer com antecedência. Quanto maior a minha capacidade de previsão em relação a estes fenômenos, mais eu posso atuar para que haja um contínuo e permanente processo de alinhamento e adequação do quadro que eu mantenho e das minhas necessidades organizacionais.

Legal. E não percam no próximo trecho dessa entrevista como podemos implementar o planejamento da força de trabalho. Até mais!

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