Wagner Cassimiro
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Sala de Aula Invertida

Você conhece a sala de aula invertida e suas possibilidades? Eu sou Wagner Cassimiro e este é o Espresso3.

Na nossa geração, aprendíamos com o professor passando a matéria na lousa e depois fazíamos o dever de casa sozinhos. A sala de aula invertida (do inglês: flipped classroom) é, como seu nome diz, a inversão desta lógica.

Primeiro, internalizamos os conceitos essenciais antes da aula. Depois, discutimos e aplicamos os conhecimentos em conjunto com outros aprendizes e com a ajuda do professor em sala de aula.

O conteúdo não deixa de ser importante, na verdade torna-se tão relevante que o modo como é entregue passa a ser minuciosamente planejado, desenvolvido e avaliado por plataformas LMS. Assim, o processo educacional pode ser elevado ao nível máximo de maturidade. Ou seja, além de padronizado e sistematizado é gerenciável e sofre aprimoramento constante.

Segundo Gerstein, um objeto educacional que aborda conhecimentos conceituais, quando bem produzido, é quase sempre melhor do que se apresentado por um professor. Polêmico, não é? Calma, vou relatar minha própria experiência pessoal sobre este assunto. Minhas palestras e aulas conceituais em geral são muito bem avaliadas, entretanto nunca consigo superar a qualidade dos vídeos das micro-aulas que produzo. E não é apenas pelos efeitos visuais ou pelo poder de edição que os recursos audiovisuais possibilitam. A elaboração deste roteiro envolve muita pesquisa e é minimamente revisado e sintetizado para caber em 3 minutos. Vale um like depois dessa!

Já que falei do professor, seu papel deixa de ser o de ensinar “o que pensar”; e, passa a ser o de ajudar os aprendizes a “como pensar por si mesmos”. Isso não é nada novo, Paulo Freire já dizia há anos que “ninguém ensina ninguém, o papel do professor é ajudar as pessoas a aprenderem”.

O professor deixa de ser o “sábio no palco” (do inglês: sage on the stage) e passa a ser o “guia ao lado” (do inglês guide on the side). Desta forma, deve possibilitar a construção do conhecimento por meio de experiências de aprendizagem.

O desafio aos professores é a mudança de perspectiva. Como deixar sua paixão pelo conteúdo de lado e apaixonar-se pela aprendizagem das pessoas? Como criar e conduzir dinâmicas enriquecedoras em favor da aprendizagem colaborativa? Como possibilitar o envolvimento e o engajamento dos aprendizes? Como elevar a régua das discussões? Como promover o suporte adequado? Enfim, ele se torna um facilitador e um guia das possibilidades de aprendizagem.

A sala de aula deixa de ter o formato padrão, aquele com projetor na frente e cadeiras alinhadas. Será sem frente, sem cantos e com o centro em todo o lugar. O professor ficará transitando por meio de mesas em grupo, cada uma com uma tela que facilitará o trabalho conjunto. Dependendo da experiência, o ambiente de aprendizagem será fora da sala, em campo, ou no próprio ambiente de trabalho.

E a avaliação da aprendizagem? Ela deixa de ser no final do processo para atestar seu sucesso, ou fracasso, e passa a ocorrer a todo o instante. Antes, para contribuir com sua compreensão dos conhecimentos; depois, com feedbacks constantes dos demais aprendizes e do facilitador. E, se a atividade envolver aplicação dos conhecimentos, já estaremos caminhando para um próximo estágio.

Como vocês perceberam, a sala de aula invertida otimiza a qualidade da jornada do aprendiz no processo educacional, privilegiando e flexibilizando sua experiência. O desafio de sua implementação é a disciplina e a mudança de hábitos.

Por fim, dizer que graças a tecnologia e esta lógica de desenho educacional, conseguiremos humanizar o processo de aprendizagem! E, se conseguirmos integrar esta lógica com o suporte ao desempenho no desenvolvimento de competências, teremos ricas trilhas de aprendizagem!

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  • Mariane Resende

    Olá Wagner como vai?

    Tive a oportunidade de participar de uma ação formativa neste formato de sala de aula invertida e posso dizer que foi a melhor experiência educacional que tive, e de longe, a que mais consegui reter conhecimento, pois foi algo construído ao longo das aulas com a colaboração de todos os envolvidos. Com certeza esse método funciona!

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